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Crítica: Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania - "Uma grande massa de efeitos visuais"

  • Mateus Coripio
  • 19 de fev. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de mar. de 2023


Chegou aos cinemas no dia 16 de fevereiro, o terceiro longa do herói Homem-Formiga, também sendo o 31° filme do Universo Cinematográfico da Marvel.


Neste novo capitulo, Scott Lang está lidando com sua vida pôs os eventos de Vingadores: Ultimato e como é ficar tanto tempo parado sem enfrentar um novo vilão, também descobrindo como ser um bom pai para sua filha Cassie.

Após uma nova invenção de sua filha dar errado, Scott e sua família vão para dentro do Reino Quântico e vão ter que enfrentar desafios desconhecidos, ou talvez nem tanto assim, para conseguirem voltar para casa.


Quando o filme nos derruba para dentro deste reino, somos de cara apresentados diferentes cenários e criaturas gigantescas. Estes que são uma grande massa de CGI na tela. E embora a composição deles não esteja necessariamente ruim, é causada uma sensação controversa quando algum personagem humano adentra a cena. Parece que embora todos os recursos estejam ali, o ambiente nunca consegue se misturar com eles, o que nos deixa com uma certa estranheza.

Conforme vamos mergulhando cada vez mais neste universo, é inegável algumas semelhanças com Star Wars, ou até mesmo o novo longa animado da Disney, Mundo Estranho, mas não digo de uma forma positiva, porque tudo parece muito reutilizado.


O roteiro em geral é algo extremamente básico e raso. Tudo o que vemos, poderíamos facilmente ver no filme 17, ou 27, ou até quem sabe no futuro longa de número 57 da Marvel. Invés de pegar essa ideia de um território inteiro, completamente novo e inexplorado por este grande universo cinematográfico, foi escolhido nos mostrar mais do que já tínhamos visto em outros longas de uma aventura sci-fi.

E não é só por ai que o longa comete erros. É triste ver um grande elenco composto de atores com potencial e que com certeza entregariam cenas incríveis, sendo empurrados para debaixo do tapete depois de uma breve aparição, como é o caso William Jackson Harper e Bill Murray, além disso também temos casos como o da Michelle Pfeiffer, que é submetida a um desenvolvimento pobre que mais deixa o espectador com raiva de sua personagem por não explicar absolutamente nada sobre o que vão enfrentar, do que surpresos por conhecer tanto o Reino Quântico, sendo que foi a única dos membros da família que havia passado quase trinta anos por lá.

Assim como outros longas do Homem-Formiga, Quantumania também é fortemente voltado para comédia, mas neste novo longa parece que foram um pouco longe de mais e entregam algumas piadas forçadas e toscas, tendo até mesmo alguns diálogos que pessoalmente me surpreenderam no cinema por terem sido realmente escritos e aprovados no corte final.


Outro papel mais cômico do filme, é o do vilão M.O.D.O.K., que aqui é apresentado de uma forma bem mais escrachada. Seu visual dos quadrinhos não é de fácil adaptação para o mundo do cinema, e devo dizer que terem reconhecido esse visual mais bizarro como uma ferramenta para a comédia foi uma solução até que considerável, já que é impossível se manter sério com uma cabeça gigantesca e espremida dentro de um traje de metal voando pelos ares com pernas minúsculas.

Em contrapartida, nós temos um grande destaque para o vilão Kang, que já havíamos sidos apresentados na série Loki do Disney+, e que aqui nos mostra um lado completamente mais sombrio e destruidor. Jonathan Majors está incrível no papel e consegue se destacar em um roteiro que não faz muito para seu personagem, prometendo entregar um antagonista muito mais desafiador do que Thanos.

Em geral, Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania pode até ser considerado divertido, mas é inegável notar suas péssimas decisões de roteiro e não ficar com os olhos cansados de encarar tantos efeitos especiais que se tornam uma grande bagunça na tela.



Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (Ant-Man and the Wasp: Quantumania, 2023) – dir. Peyton Reed

Nota: ★★½


Sinopse: Scott Lang e Hope van Dyne em suas jornadas como super-heróis. Scott e sua família são puxados para o Reino Quântico, onde eles precisarão enfrentar um novo e terrível vilão: Kang, o Conquistador e M.O.D.O.K..

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